Cerca de 250 mil pessoas
visitaram os quatros pavilhões da II Bienal Brasil do Livro e da Leitura, realizada
em abril de 2014, em uma área total de 23 mil metros. A Secretaria de Estado de
Cultura, uma das organizadoras do evento, comemorou o número recorde de
participantes desta edição.
Mas quem participou da feira citou
vários problemas relacionados à organização, falta de apoio aos escritores,
despreocupação em divulgar a programação detalhada em veículos de imprensa,
além de estrutura precária. Foram lançados 35 livros durante toda a programação
da Bienal.
Como exemplo, o livro Qualidade e
Sustentabilidade do Ambiente Construído, organizado por Fabiano Sobreira,
Roseli Senna e Suely Mara. Fabiano contou que o lugar escolhido para a Bienal
não é apropriado, tinha problemas na acessibilidade, conforto, sinalização. “O evento deveria ser realizado em algum
centro de convenções e eventos, que já tenha estrutura para abrigar esse tipo
de atividade, e não na Esplanada, onde tudo fica improvisado”, afirmou o autor.
Outro autor que contou suas impressões sobre o evento foi
Astrogildo Miag, que lançou o livro O Homem que morreu cinco vezes. Os
lançamentos que aconteceram no Café Literário Jorge Ferreira, por exemplo, não
obtiveram êxito de público, pois o local ficou muito isolado. “Poderia ser melhor, considerando que
foram gastos cerca de vinte milhões de reais de recursos públicos no evento”,
concluiu.
A II Bienal Brasil do Livro e da
Leitura teve programação de dez dias, os homenageados da edição foram Eduardo
Galeano, escritor e jornalista uruguaiano, conhecido por ser autor das obras As
Veias abertas da América Latina e Memória de Fogo, e o paraibano Ariano
Suassuna, que escreveu O Auto da Compadecida e outras diversas obras bastante
conhecidas no cenário nacional e internacional.

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