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24 de mai. de 2014

Bienal do Livro 2014 tem recorde de público e de reclamações

Por Larissa Paulo



Cerca de 250 mil pessoas visitaram os quatros pavilhões da II Bienal Brasil do Livro e da Leitura, realizada em abril de 2014, em uma área total de 23 mil metros. A Secretaria de Estado de Cultura, uma das organizadoras do evento, comemorou o número recorde de participantes desta edição.

Mas quem participou da feira citou vários problemas relacionados à organização, falta de apoio aos escritores, despreocupação em divulgar a programação detalhada em veículos de imprensa, além de estrutura precária. Foram lançados 35 livros durante toda a programação da Bienal.

Como exemplo, o livro Qualidade e Sustentabilidade do Ambiente Construído, organizado por Fabiano Sobreira, Roseli Senna e Suely Mara. Fabiano contou que o lugar escolhido para a Bienal não é apropriado, tinha problemas na acessibilidade, conforto, sinalização. “O evento deveria ser realizado em algum centro de convenções e eventos, que já tenha estrutura para abrigar esse tipo de atividade, e não na Esplanada, onde tudo fica improvisado”, afirmou o autor.

Outro autor que contou suas impressões sobre o evento foi Astrogildo Miag, que lançou o livro O Homem que morreu cinco vezes. Os lançamentos que aconteceram no Café Literário Jorge Ferreira, por exemplo, não obtiveram êxito de público, pois o local ficou muito isolado. “Poderia ser melhor, considerando que foram gastos cerca de vinte milhões de reais de recursos públicos no evento”, concluiu.


A II Bienal Brasil do Livro e da Leitura teve programação de dez dias, os homenageados da edição foram Eduardo Galeano, escritor e jornalista uruguaiano, conhecido por ser autor das obras As Veias abertas da América Latina e Memória de Fogo, e o paraibano Ariano Suassuna, que escreveu O Auto da Compadecida e outras diversas obras bastante conhecidas no cenário nacional e internacional.

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